Preocupado com os números que mostram empate técnico ou desvantagem no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, o presidente Lula convocou uma reunião de emergência com partidos aliados, incluindo PSD, PDT e PCdoB. O PT foi orientado a adotar uma estratégia de confronto direto, chamando Flávio de “golpista como o pai”. Além disso, 19 ministros foram liberados para atuar eleitoralmente em prol da reeleição do presidente.
As pesquisas mostram um cenário que preocupa o Planalto: pela Quaest, o primeiro turno está em 41% a 41% entre Lula e Flávio. A AtlasIntel aponta Flávio Bolsonaro com 46,3% contra 46,2% de Lula no segundo turno — uma diferença dentro da margem de erro, mas que já indica que a corrida eleitoral está tecnicamente empatada. O crescimento de Flávio nas pesquisas é uma tendência constante desde o início de 2026.
Análise editorial: Quando um presidente em exercício precisa liberar 19 ministros para fazer campanha e convocar aliados às pressas, é porque o barco está balangando. Lula está empatado com Flávio Bolsonaro — o filho, não o pai. A estratégia de chamar Flávio de golpista é desgastada e já não move o eleitorado. O governo começa a pagar o preço da inflação e da percepção de fraqueza institucional.

