O Financial Times publicou análise em 7 de abril apontando Flávio Bolsonaro como “candidato altamente competitivo” para 2026 — empatado tecnicamente com Lula nas pesquisas de segundo turno — enquanto constrói imagem de “ala moderada” da família Bolsonaro para atrair o centro-direita e o mercado financeiro.
O jornal britânico de referência em economia e política global voltou o olhar para o Brasil e não encontrou apenas Lula no centro do tabuleiro. Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, aparece nas pesquisas empatado tecnicamente com o presidente no segundo turno, enquanto o Financial Times analisa como a família Bolsonaro — com Jair condenado e inelegível — reorganiza sua aposta eleitoral em torno do filho mais velho. O retrato traçado pelo FT é de um candidato que usa a moderação como diferencial: menos confronto, mais mercado, mesmo discurso anti-Lula.
A repercussão da reportagem no Brasil foi imediata, com portais como TMC, Bahia Notícias e Vero Notícias reproduzindo os dados e a análise. A candidatura de Flávio, que ainda divide setores do bolsonarismo com Tarcísio de Freitas, ganha chancela internacional justamente quando o eleitorado brasileiro demonstra alta volatilidade — 51,4% dos entrevistados pelo Instituto Ideia ainda podem mudar de voto, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada em 8 de abril.
O mercado financeiro global já colocou o nome de Flávio no radar — e isso importa. O Financial Times não é site de nicho: é referência para investidores, fundos e governos. Quando o FT chama Flávio de “altamente competitivo”, está sinalizando que o retorno dos Bolsonaro ao Planalto é cenário plausível, não fantasia. A esquerda pode torcer o nariz, mas não pode ignorar: a família Bolsonaro aprendeu com 2022 e está jogando diferente em 2026.
