
Romeu Zema deixou o governo de Minas Gerais no domingo (22) para tentar a Presidência da República pelo Novo. O problema é o que ficou para trás: um campo conservador fragmentado, sem candidato único ao governo do estado e com rivais declarados dentro da própria direita.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) não esperou nem a posse do vice Mateus Simões (PSD) esfriar para lançar candidatura própria ao governo. O PL, por sua vez, está dividido: parte da cúpula considera apoiar Simões — que assume o governo com estrutura e visibilidade —, outra parte prefere construir candidatura própria alinhada a Bolsonaro. Resultado: três figuras da direita apontando para direções diferentes no estado mais estratégico do país fora de São Paulo.
A renúncia de Zema, feita com discurso inflamado — “o Brasil está sendo destruído” —, foi calculada para o palco nacional. Mas o custo local é imediato: Minas vai para 2026 com a direita em guerra aberta, enquanto o PT e o campo progressista observam a fragmentação sem precisar fazer nada. Zema sai com 4-5% de intenção de voto nacional. Deixa para trás uma disputa que vai consumir energia, dinheiro e tempo da direita mineira nos próximos meses. Quem ganha com isso não é nenhum dos candidatos conservadores.

Deixe um comentário