Renan Santos, fundador do Partido Missão e pré-candidato à presidência, chamou Flávio Bolsonaro de “ladrão” e disse que o senador representa “a direita pró-corrupção” — em declaração que expõe uma rachadura aberta no campo conservador brasileiro a menos de um ano das eleições de 2026.
Em entrevistas concedidas ao Poder360 e à Infomoney, em 19 de março de 2026, Renan Santos afirmou textualmente: “Existe a direita pró-corrupção, que é a do Flávio Bolsonaro, e existe uma direita que tem vergonha na cara, que é a nossa.” O líder do Missão citou o envolvimento de Flávio com as denúncias de milícias e o escândalo da rachadinha no gabinete do filho mais velho de Jair Bolsonaro como evidências da corrupção que afirma existir na direita tradicional. Flávio Bolsonaro, senador pelo PL e filho do ex-presidente, é apontado como um dos pré-candidatos à presidência pelo campo bolsonarista, com 32% nas intenções de voto no Datafolha de março — contra apenas 3% de Renan Santos no mesmo levantamento.
Renan Santos não está disputando votos de Flávio Bolsonaro por acidente. Está construindo um posicionamento de pureza dentro da direita — a mesma estratégia que funciona para mobilizar bases online mesmo com números eleitorais modestos. Com 10% entre jovens de 16 a 24 anos no Datafolha, o Missão tem exatamente o perfil de eleitor que está no X, no YouTube e nas lives. A tática é conhecida: transformar o adversário mais forte do seu campo em inimigo moral. Se a acusação pegar, Renan vira “a direita limpa”. Se não pegar, ao menos viraliza.


Deixe um comentário